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riscos_e_rabiscos

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Coisas estranhas...

Há uma senhora, que por vezes encontro no autocarro, cujo cabelo é digno de admiração, de se soltar um espantado "Ah!".

 

A primeira vez que a encontrei, vinha certamente do cabeleireiro. Cabelo muito direitinho, bem arranjado e impregnado de laca. O único senão é a "armação". O cabelo ganha uma dimensão que a mulher parece ter uma melância na cabeça... ou um ninho de cegonhas... ou um balão com cabelo!

Lembram-se daquela série da RTP que era A Mulher do Senhor Ministro? Lembram-se do cabelo da Ana Bola? Pois é uma coisa assim mas ainda um bocadinho maior e em tom cobre. Ah e às vezes tem uma variação: uma nuance loira na franja!

 

Hoje encontrei a tal senhora de novo. E descobri que, afinal, o cabelo dela não é armado pela cabeleireira. Portanto estava eu a atribuir as culpas à cabeleireira quando o defeito é... do próprio cabelo da mulher! É que hoje trazia o cabelo "ao natural" (vá, chamemos assim ao penteado desgrenhado de hoje) e tinha uma cabeça digna de uma cesta de vime! Ó que cabelo tão rebelde. Se fosse meu, dava-lhe um tratamento de pente zero!

O Lecter Tuga

 

Desengane-se aquele que entrou aqui com o intuito de ler um post sobre canibalismo, artes talhantes ou de curtir o couro, ou o coirato como se diz em Tuga mais simplório. Não. Para nojices bastou o post anterior. Portanto, se quiserem, podem ir ali ler outros postezinhos mais ou menos interessantes, conforme os gostos e as disposições.

  

Costuma apanhar o autocarro comigo um homem que é uma cópia pobrezinha, mas fiel, do famoso Tóino Hopkins ou de forma mais cinematográfica, Anthony Hopkins na versão Hanibal Lecter. É uma cópia de qualidade fraquinha, de Tuga sem um tostão, estão a ver?

 

O homenzinho é estranho. Tem cerca de 60 anos, gadelhinhas ralas e compridas, de tom loiro-gema de ovo mas desconfio que pintadas. Tem os mesmos olhos azuis do Tóino Hopkins e igual intensidade no olhar (aquele olhar do Lecter que dá para ver as nossas entranhas).

Depois tem uma atitude observadora incómoda, perscrutante, que nos consegue ler o que nos vai na alma, como um predador que escolhe a sua presa. Brrr!

 

Gosta de se sentar nos lugares que vão de costas, de forma a ficar de frente para os passageiros do autocarro e dar conta do que se passa enquanto observa as pessoas. De vez em quando, olha de soslaio para a janela, para distrair a vista do seu foco principal: as pessoas.

 

Um dia destes, entrou um moço que deixou cair um bilhete. O homem, com um gesto simpático, apanhou o bilhete e tentou entregá-lo ao rapaz. Mas em vez de falar com o rapaz, não. Desatou a abanar o bilhete no ar, com um ar efeminado e com um olhar cintilante de excitação. Para grande pena sua, o rapaz rejeitou o bilhete.

 

Agora pergunto eu: De onde vem este Tóino Hopakines Tuga? Será gay? Será o Lecter disfarçado de Tuga em tempo de crise? Será o Tóino Hopkins de Hollywood que anda por aqui a passear disfarçado de pelintra? Ou andará a fazer algum filme sobre Camões? Será o Lecter refugiado? Se houver recompensa eu sou a primeira a denunciá-lo. Na, na, na... eu fui a primeira... se quiserem... fila!

O que é que vocês acham?

Há Coisas Mesmo Estranhas!

Ponto da situação:

- Início do dia com borrifos de chuva;

- Os motoristas dos tranportes públicos devem ter adormecido nas curvas pois chegaram todos atrasados;

- Não fui "provar" a água do mar: nem as nuvens nem o humor convidavam;

- Tarde na mata sob ameaça de chuva;

- O meu colega professor Mamboo (lol) continua a ter uma história para contar a propósito de tudo, mesmo que seja sobre um cócózinho de cão!;

- Fomos à farmácia comprar tampões para os ouvidos porque o voto de silêncio do prof. Mamboo foi quebrado em menos de um minuto.

 

Momento Auge do Dia:

Já de volta para casa, "encaixadas" no autocarro a cair de podre e embaladas pelas alegres músicas infantis, vamos observando a paisagem distraidamente até que.... WHAT'S THAT?!?

Foi uma cena à desenho animado: olhámos todas simultaneamente para a paragem do lado esquerdo onde se encontrava uma figurinha... bom... errr... sei lá... sui generis, é melhor dizer assim.

Estava um senhor, vestido de cor de rosa da cabeça aos pés, com um penhoir (tipo um robe de seda), de cabelos pretos com corte à anos 70, melenas pelos ombros portanto, e com uma bela bigodaça farfalhuda. Abanava-se muito descontraidamente com ares efeminados. Não batia a bota com a perdigota. Ou se é ou não se é.

 

Para justificar tais preparos, invntou-se logo a história de que o senhor tinha sido apanhado com a amante pelo marido dela e que a única coisa que teve tempo de vestir antes de se pirar foi o tal robezinho rosa...

 

Momento do Dia

(Gaffe dos adultos, passada entre a M. e o professor Mamboo, a propósito da irmã de serviço...)

- Não quer homem! - diz a M.

- Quer uma então! - responde o prof. Mamboo.

 

Agora em português correcto:

- Não quer (café), homem!- diz a M.

- Caruma então! - responde o prof. Mamboo.

 

Toca a rezar 50 Avé Marias e 50 Pais Nossos para limpar as vossas mentes perversas!

Duplo Engano

Jantámos à hora de sempre, ou seja, tarde. O meu pai fugiu à regra, pois estava ver o futebol tal como a minha mãe que estava com uma das suas típicas má-disposições.

 

O jantar era coxas de frango estufadas acompanhadas de arroz. Prato que ela até confecciona bastante bem. Mas hoje detectei algo estranho. Fui tirando lasquinhas e mastigando. Mais lasquinhas e saboreando. A cor das coxas parecia-me diferente. Havia algo diferente.

 

Continuei a tirar mais lasquinhas e a comê-las, tentando adivinhar qual era aquele sabor diferente que o meu paladar estava a detectar. Mais umas mastigadelas… e, de repente, SHAZAM! Já sei! AS coxas sabem a… canela!!!

Pergunto ao meu irmão se não acha que as coxas estão diferentes. Ele responde que sim. E eu interpelo-o logo, perguntando-lhe ao que sabem… canela, responde ele! LOL!

 

Perguntámos à minha mãe se ele colocou canela nas coxas. Ela jura a pés juntos, muito indignada. Mas afinal o que puseste na coxas? Ela responde que nada de especial… só se for da cebola… ou do alho em pó!

 

Mas nem a cebola nem o alho em pó dão aquela cor ou sabor às coxas! Desconfiamos que ela se enganou e que em vez de colocar colorau, colocou canela mas não o confessou a ninguém. Tentou disfarçar mas não foi muito convincente. Ou será que está farta e quer livrar-se de nós, por isso anda a envenenar a comida?! Óptimo caso para o Sherlock Holmes.